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TheDailyMan

Nasceu e vive na terra mais linda de Portugal (como diz a música!). Agnóstico, divorciado, professor, brincalhão e quarentão. Gosta de cozinhar, de preferência rodeado de amigos! Gosta de amar, ser amado e de se divertir.

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31
Out19

Porque sofremos nas relações

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Acho que já disse que a principal razão deste meu blog ter nascido é fruto destes últimos 4 anos, onde quase tudo aconteceu no plano amoroso: divorciei-me, entrei numa relação, separei-me, reatei, separei-me definitavamente, alguns meses de descanso (sim, um gajo não é de ferro ), nova relação, separei-me, reatei, separei-me, reatei, separei-me, reatei, separei-me definitavemente. Estou há praticamente um mês limpo dessa droga. Começo a perceber, e desta vez sem grandes ironias, ao que as mulheres/homens se sujeitam numa relação. É dificil perceber, para quem está de fora, como é que as pessoas se sujeitam a tanto numa relação que, não sendo tóxica, não traz felicidade para uma das partes. Nestas ultimas relações, com especial incidência na última (talvez por ser a mais recente e ainda doer), os últimos meses foram penosos emocionalmente, onde não me sentia amado nem desejado, apesar de o demonstrar e dizer. E o pior que pode acontecer numa relação é uma das partes não ser correspondida.

(Se perguntarem à minha ex ela vai ter uma outra versão, garanto-vos! Aliás, temos conversado e quando lhe questionei sobre a razão, ou razões, para que a relação não tivesse dado certo, ela mencionou 2 factores que são falaciosos, no minimo, senão vejamos:

  1. Enquanto viveres com os teus pais nunca irás ter uma relação feliz pois a tua mãe faz-te a cabeça e pensas que as mulheres são tuas mães;
  2. Ainda vais voltar para a tua ex mulher.

Obviamente que a resposta foi, em ambos os casos, uma gargalhada geral (seguida de um pensamento do género: esta gaja está parva!) pois são completamente falsas. Podia ter evocado todas as razões menos essas, porque:

  1. Quando me divorciei fui viver sozinho para casa de um amigo. Meses mais tarde a minha namorada convidou-me a ir viver com ela e estivemos juntos algum tempo. Passavam-se semanas sem estar com os meus pais por vezes e a relação acabou pelos motivos que mencionei acima. Voltei para casa na altura da Páscoa do ano passado. Lembro-me de sair a chorar da casa dela. Ainda a amava mas a relação estava uma miséria. Depois do jantar, sentavamo-nos no sofá, eu a ver TV e ela agarrada ao tablet com uns fones a ouvir umas cenas de esoterismo e espiritualidade (Namastê diz-vos alguma coisa?!). A coisa piorava de dia para dia e até fundou uns grupos de WApp onde era moderadora e estava de tal forma envolvida naquilo que eu sentia-me sozinho. Quando iamos para a cama, levava o tablet e a coisa continuava...pareciamos dois estranhos. Falei com ela sobre isso mas as semanas seguintes foram iguais ou piores, até que não aguentei mais! Nesta ultima relação a razão para terminar foi diferente, mas com um final idêntico: falta de intimidade. Eu sei que ela me amava e eu a ela, mas nos utimos meses acabamos e reatamos mais vezes que nos meus ultimos 20 anos de vida! 
  2. Quanto ao ponto dois, disse-lhe simplesmente que se quisesse voltar para a minha ex não me tinha separado. Ainda por cima a mão do meu filho está em Lisboa!! Acho ridiculo alguém ter ciume dos ex, sinceramente! Não faz sentido algum. Acho que a minha ex ainda não percebeu o que se passou e é demasiado orgulhosa para admitir algumas coisas....)

Posto isto, e voltando ao titulo do post, porque é que sofremos nas relações?! Não seria normal sermos felizes enquanto estamos numa relação? E então porque nos mantemos numa relação trazendo ela infelicidade?! Podia dar o exemplo de mulheres que sofrem de violência doméstica e continuam com os companheiros. E, em alguns casos, só quando a desgraça acontece é que agem e denunciam...infelizmente algumas tardiamente! (Existem outros que se vão aguentando só porque não querem descer o nivel de vida, pois a separação empobrece na maioria dos casos. Outros há onde vão buscar a felicidade em casa alheia. Outros ainda estão juntos só pelos filhos. Enfim, há de tudo! Mas com esses pouco me importo!!)

Tenho refletido nisto nestes ultimos tempos e cheguei à conclusão que é pelo mesmo motivo que eu. Nos ultimos meses reatei a relação n vezes por ainda amar e acreditar que as coisas iam-se compor! E foi esse amor e essa ilusão que me fez sofrer sempre nos ultimos tempos nas minhas relações. Somente quando analisamos a relação friamente, de cima, observando com frieza todos os momentos passados é que temos essa convicção. É preciso que a razão entre e nos diga: não vás por aí...já tentaste o numero de vezes suficente e viste que não deu certo! Ela pode amar-te mas não à tua maneira, como tu gostavas que fosse. Pára de te iludir e segue em frente...e não tenhas medo de estar sozinho (esse também é um grande medo para quem quer terminar uma relação, é verdade!). 

E é preciso ter coragem para, ainda amando, terminar uma relação e convencermo-nos que é a melhor opção e esperar serenamente, mesmo ainda sentindo falta da outra pessoa. Não é fácil...

 

 

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 02.11.2019

    Como sabemos uma relação de casais é entre duas pessoas, cada uma com os seus gostos, as suas necesidades e os seus conflictos, por isso sempre temos que fazer o analises com as duas partes, e também considerar que para o nosso cérebro a realidade não importa o que importa é a interpretação que nos damos da situação.
    Por exemplo, no comentario anterior o Sr fala que depois de jantar iam a ver televisão e a sua namorada apanhava o telemóvel ( é verdade que esto dos meios sociais está a dar muitas chatices, estamos mais perto das pessoas que estão longe e muitas vezes quase nem conhecemos e ignoramos a quem esta a nosso lado) mas..também o problema pode não ser dela, ela pode odiar a televisão, ficar aborrecida e apanha o telemóvel para entreter-se, por tanto ai a solução podia ter feito buscar alguma actividade onde estivessem a interagir os dois e não estar num estado passivo frente a tv, podiam ir para a cama, estar juntos e depois cada qual a entreter-se com o que quiser, um com o telemóvel e o outro com a tv. Segundo a minha experiência como terapeuta é muito frequente que um dos casais goste da TV e goste de ficar frente a ela até as tantas e pretende que a outra pessoa aborrecida fique ao pé dele/dela e quando já finalmente fica farto, ir os dois para a cama e encima ter vontade de ter sexo.
    Então quem realmente é o egoísta?
    Quem é realmente a vítima ou o verdugo da situação?
    Fica para tarefa de casa🤔. Todos os nossos actos tem consequências.
    Feliz sábado !
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    TheDailyMan 02.11.2019

    Obrigado pelo comentário. Só lhe agradeço que não use o Sr pois este blog pretende ter um ambiente informal, relaxado e descontraído pois só assim me sinto à vontade para falar destes temas tão intimos e pessoais.
    Quanto ao que falou, em breve vou colocar um post sobre isso, sobre o impacto das tecnologias nas relações atuais pois nas minhas foi brutal, em ambas. De forma resumida posso dizer que a tecnologia aproxima quem está longe mas separa quem está ao lado. No limite corroi a cumplicidade e a intimidade! E o pior que pode acontecer numa relação é sentirmo-nos sós mesmo acompanhados.
    Bom fim de semana.
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